3 de abril de 2015

acho que quero dançar a vida toda mãe

Parecem gémeas na mesma barriga, disse-me a Sara quando me mostrou a foto que tirou à Mia e à Leonor na aula de dança.
Uma das maravilhas de ver alguém crescer são os momentos de descoberta. Como este da dança onde a Mia se descobriu, se reconhece e é feliz. 

A foto é esta. Obrigada Sara. Muita desta descoberta veio de ti.


2 de abril de 2015

girly

Não sei se é por eu ter tido uma amizade destas em pequena, mas sou completamente apaixonada por amizades de meninas.

Na foto, a Madalena e a Catita durante a tarde. Hoje dormem cá em casa, a Catita e a Nô, que é irmã dela e amiga da Mia. Amanhã troca e vão todas para a casa das amigas. Felizmente o Tiago não se rala com nada, nem mesmo com ter que partilhar a casa com 5 miúdas, e passa o tempo alienado no planeta Tigoria.



31 de março de 2015

homenzinho

Relatório das férias do Tiago:
Sofá, TV, tablet, dormir horas infinitas como se estivesse morto.
Fim de relatório.





30 de março de 2015

no common sense whatsoever

Cheguei hoje à conclusão_talvez mais à aceitação_de que já não sou bem uma pessoa. Isto considerando a versão actual do que é ser uma pessoa.
Embora eu sempre tenha sido demasiado honesta ou transparente _eufemismos para exagerada e inconveniente_ na minha maneira de interagir com os outros, actualmente não consigo sequer saber como se faz isso de lidar com as outras pessoas e dou por mim a admirar outros adultos que sabem ser adultos. Quero eu dizer, sabem manter conversa e ser agradáveis, não esticando muito a corda dos limites sociais. Sabem não ser desconfortáveis, mas apenas levemente engraçados. Sabem fazer jogos sociais por meio de crenças que aparentam ser bastante consensuais.
Actualmente a minha espontaneidade está muito activa e bastante desajustada dos limites considerados legais. As pessoas parecem-me cada vez mais estranhas na sua maneira de actuar, sempre tão vagas, escorregadias, na defesa e cheias de códigos e entrelinhas que supostamente são fáceis de descodificar. Na maioria das vezes nem consigo sequer manter-me concentrada quando falam comigo e raramente sei o que devo responder e depois, lá está, aparento ser alguém um tudo ou nada desinquietado. Na verdade, nem me interesso muito por ter senso comum, mas gostava de parecer que tenho. 
É isso. 










29 de março de 2015

vizinhança

O meu prédio é daqueles onde antes morava muita gente bem. De tal forma que cada casa tem duas portas de entrada: uma a sério, outra de serventia. Esses tempos já lá vão, embora se conservem ainda muitas das pessoas que originalmente aqui moravam, os tempos mudaram e as vontades também.
Mas as minhas vizinhas da frente não vão em modas novas. A patroa é  a "madrinha",  o patrão o "Sr. Comandante"  e a empregada mora com eles. Pelo sotaque é das beiras.  São todos já muito seniores. A minha senhoria já me tinha dito que eles eram uns amores, mas nunca nada me prepara para ser acarinhada.
Entre o jornal que o Sr. Comandante me empresta para ler e as discussões sobre as notícias e o ficarem com o Tiago na casa deles porque se esqueceu da chave de tal forma constante que lhes dei uma chave cá de casa, já se passou de tudo. Sempre com uma educação, eu diria até ternura, nos comportamentos que é impossível não deixar entrar isso dentro de mim.

Hoje a empregada, que se chama Emília, apanhou-me a chegar a casa vinda da corrida e perguntou-me com vergonha se eu guardava o ramo da Páscoa. Eu não fazia ideia do que ela estava a falar, mas não disse nada. Sorri de volta..e a Emília perguntou-me se me podia oferecer o dela que tinha trazido da missa. Eu disse que sim e agradeci.
Minutos depois toca à porta de ramo na mão e uma felicidade no olhar que não sei descrever-vos pelas palavras. Quando mo deu disse "está benzido".
Tem loureiro, oliveira e alecrim. Também tem bondade, carinho e amizade. E agora é meu.



timeline iv









posso voltar a sexta?

A minha casa não é bem uma casa. É uma espécie de Centro de Organização de Eventos. Acontece tanta coisa ao mesmo tempo, ou perfeitamente encadeadas umas nas outras, que não há qualquer possibilidade de eu sair disto a bater bem. Empresas que procuram pessoas multitasking, estou aqui!
Na sexta fui buscar o Tiago a meio caminho da casa da avó, porque tinha acampamento nessa noite. Entretanto,  nesse mesmo dia chegou a Maya, uma francesa que veio cá ficar dois dias em couchsurfing. Sábado passeámos a Maya e ainda fui ver o meu afilhado a jogar à bola. Hoje a alvorada foi bem pela fresca para ir levar as miúdas ao expresso para uns dias na avó e a Maya foi embora. Estou sozinha a fazer o follow up do evento (leia-se arrumar as tralhas). Logo de tarde chega o Tiago do acampamento e logo depois eu vou correr com a Diana. E pronto. Fim de fim-de-semana sempre a abrir e na curva da segunda-feira já lá vejo a tese à minha espera.


A Maya apelidou a Madalena de Tarzan. Percebeu-lhe bem a essência! 




A emoção da primeira viagem de expresso da Madalena! Ainda há poucos anos a Mia e o Tiago iam de expresso acompanhados por uma aluna minha e agora já é a Mia que desempenha esse papel! 

24 de março de 2015

vai dar banho ao gato

A Clarinha amou a sua primeira banhoca.
Aliás é visível no ar bem disposto com que está na foto.